No reino animal na época do acasalamento, cabe à fêmea escolher qual o melhor macho, o que lhe dará descendentes mais capacitados para garantir a perpetuação da espécie.
Nós humanos passamos pelo mesmo processo. A mulher escolhe o que mais se encaixa no seu gosto. Ela escolhe o mais bonito, o mais inteligente, o mais forte, o mais rico, o mais querido, enfim. Tudo dentro de suas possibilidades, porque ao contrário todas e estariam com o Giannechini ou com o Bill Gates.
E é claro que com a mulher independente, que trabalha, estuda, etc. E com essa busca do feminismo sem limite, a coisa já não é mais assim.
Os papéis se inverteram e cabe mais à mulher a dança do acasalamento. Os homens cada vez mais acomodados ficam à espera.
Por trás disso está uma força primitiva que é a necessidade de eternizar a existência.
Uma vez escolhido o macho ou a fêmea ideal, começa a fase da conquista, a fase boa da vida, fase essa que deveria durar para sempre.
Um vinho, um queijo, um sonzinho, luz baixa, olho no olho e uma noite inteira pela frente, a energia liberada no ar é coisa do outro mundo.
Sexo chega a ficar em segundo plano. “O melhor da festa é esperar por ela”
Mas antes que se espere chega o casamento.
Quem disse que devemos casar?
Sou completamente a favor do amor, da família, filhos e o escambau. Até do casamento pois já passei por vários, mas que não é da natureza do homem, ah não é. Dormir a vida toda ao lado da mesma pessoa, dividir o mesmo teto os mesmos problemas, TUDO.
Quem foi que disse isso? Nos empurram um modelo que é falho e engolimos sem ao menos questionar. O número de divórcios cresce a cada dia.
Vamos levar mais quinhentos anos pra nos darmos conta de que tudo deveria ser diferente.
Por que decidimos ceifar a melhor parte da vida, e nos casarmos?
E a parte boa da vida que é a conquista, a qual falamos acima é uma vez só na vida?
Não seria melhor vivê-la duas vezes ao ano? Já pensaram que aos 60 anos ao invés de termos vivido a fase da conquista apenas uma vez, poderemos tê-la vivido quase cem?
Aposto minhas fichas que a média de vida seria acima dos cem anos. O casamento mata! E a conquista renova!
